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quinta-feira, 22 de março de 2007

Recife Antigo: Praça do Arsenal


A praça Arthur Oscar, mais conhecida como praça do Arsenal da Marinha, está localizada junto à Rua do Bom Jesus e bem próxima do Marco Zero, no bairro do Recife. O local é um ponto de encontro para os freqüentadores do Recife Antigo. No seu centro, destaca-se o busto de bronze do Patrono da Marinha Brasileira, almirante Tamandaré. O local é bastante arborizado e possui pedras portuguesas no seu piso. Também há uma bela fonte de design moderno e e que fica bastante iluminada durante a noite.

Dentre os vários atrativos que estão no entorno da praça, o de maior destaque é a Torre Malakoff, um monumento que faz parte do patrimônio histórico e turístico da cidade. A torre, construída entre 1835 e 1855, em estilo oriental (tunisiano), foi assim nomeada pela sua semelhança com uma fortificação da península da Criméia, que funcionou como centro de defesa de Sebastopol, no ano de 1855. A torre recifense possui um minarete branco, em forma quadrangular, um relógio, uma pequena cúpula, ameias nos ângulos, e algumas janelas estreitas pintadas na cor azul. O monumento serviu, durante muitos anos, como observatório astronômico e sede da Capitania dos Portos em Pernambuco. Atualmente é um centro cultural que recebe vários eventos importantes. Próximo a torre também pode-se encontrar um centro de informações turísticas da Prefeitura da Cidade do Recife.

Pode-se encontrar muitos visitantes no local, principalmente durante as duas grande festas locais: o São João e o Carnaval. A praça torna-se nesses períodos um polo de animação, com palcos montados para shows e com uma decoração característica para cada período. Contudo, muitos reclamam que houve um grande declínio no movimento de turistas no local. Um senhor chamado Paulo, que teve comércio no local e que o frequenta a mais de 20 anos diz que o local não serve mais para trabalhar, pois o movimento de visitantes é muito fraco. “Continuar lá é prejuízo”, diz ele. Apesar disso ele diz que sempre frequenta o local. “O lugar pela manhã é calmo, apesar dos palcos montados nas ruas da praça por conta do carnaval”. Ele acha que o lugar é bom, e diz que o problema é que não investem nele como era feito antigamente. Enaide, uma senhora que tem uma lanchonete no local, a qual herdou do pai e que funciona a mais de 36 anos, conta que o local se tornou muito inseguro e que abrir a casa, especialmente nos fins de semana, é muito perigoso, pois há grande possibilidade de assalto. Ela acusa que grande culpa da situação atual é o descaso por parte da gestão atual da prefeitura. Ela afirma que durante a gestão anterior o local recebia mais visitantes e havia um maior movimento no comércio. A comerciante diz que a época de movimento mais expressivo é durante o carnaval e lamenta o fato de que muito eventos que acontecem no Marco Zero não contemplem a Rua do Bom Jesus e muito menos a praça.

Apesar de existirem críticas como essas, alguns visitantes não têm a mesma opinião. Pairone Júnior, um ciclista que costuma visitar o local com freqüência por conta dos eventos que acontecem na redondeza e de atrativos como a Torre Malakoff, as casas de show e a sinagoga da Rua do Bom Jesus, considera a praça em si um local de certa forma seguro e bem cuidado, apesar de considerar algumas ruas adjacentes um pouco perigosas. “O local mantém suas caractérísticas antigas e o encanto pelo local deve si dar por isso”, diz o visitante.

A praça do arsenal é realmente um destino turístico muito importante. Reconhece-se que muito foi feito no que diz respeito a revitalização do local. Entretanto, há muito ainda a ser melhorado. A falta de segurança, que não é um problema exclusivo do local, precisa ser encarada de forma séria, principalmente nas ruas adjacentes, de modo que os visitantes sintam-se mais a vontade para conhecer os diversos atrativos existentes.


Autores: David Sabino, Frederico Cardoso e Waldemir Gondim

quarta-feira, 21 de março de 2007

Mercado Eufrásio Barbosa




O mercado Eufrásio Barbosa está localizado na avenida Sigismundo Gonçalves, no Varadouro – Olinda. O mercado compreende uma área de 550m, na sua maior parte ocupada por lojas de artesanato, um local para a realização de eventos, lanchonetes, ateliê, entre outros espaços direcionados para a promoção da arte e da cultura. Foi inaugurado no dia 06 de abril de 1990, no mesmo prédio que abrigava a sede da Casa de Alfândega Real no século XVII e posteriormente a fábrica de doces Amorim Costa em 1865. Em 1979 o prédio foi desapropriado pela prefeitura de Olinda e reformado com o intuito de alojar o mercado e o teatro Fernando Santa Cruz.


Entre os principais atrativos do local temos a exposição de bonecos carnavalescos, um projeto gráfico a partir dos quadros originais de Bajado, artista plástico nativo de Olinda, a venda de artesanatos, a realização de eventos que acontecem no salão principal, e a realização de apresentações no teatro.


Apesar do mercado ter uma tradição na cidade foi notável a falta de visitas turísticas ao local. Para os comerciantes que se encontram no mercado e nas proximidades, existe uma carência por parte das entidades municipais que não estão prestando a devida atenção que o local merece. A falta de divulgação e de investimentos, segundo eles, é um dos principais motivos que contribuem para o abandono e a decadência do local. Eles apontaram ainda alguns outros problemas, como por exemplo, a violência e a concorrência de outros espaços que possuem uma estrutura melhor. Contudo embora esses problemas estejam afastando os visitantes os comerciantes que foram entrevistados afirmaram que não trocariam o espaço que têm no mercado por outro lugar.



A partir do que foi observado, percebemos que o mercado precisa de uma reforma, pois muitas lojas não estão funcionando e o teto da área que é destinada à comercialização de artesanatos está bastante danificado. Por esses motivos é perceptível o descontentamento por parte dos comerciantes que não têm o seu espaço valorizado como um mercado turístico, visto que esse local possui potencial para essa atividade. O que falta, na verdade, é mais interesse por parte de entidades governamentais e privadas para investir na revitalização do local.
Autores: Ana Lúcia, Deyvyson e Bethania

Bodega do véio: uma das atrações não-convencionais do carnaval de Olinda


O Brasil com sua diversidade cultural tem em Olinda um reflexo de suas manifestações. Lá, no mês de fevereiro, milhares de pessoas se encontram na maior festa popular do ano: o carnaval. Famosa pelos desfiles de blocos carnavalescos, Olinda também se tornou conhecida pela simplicidade e hospitalidade de seu povo. É lá que encontramos lugares como a Bodega do Véio, esta mistura de armazém com botequim que se tornou parada obrigatória para turistas, boêmios e moradores tomarem bebida gelada e degustarem salaminho fresco. Muitas vezes ao som ao vivo de Mestre Salu.
Foi em 1978 que o Véio, Edval Hermínio da Silva, veio de Limoeiro fixar residência em Olinda. Primeiramente para trabalhar com seu tio e só em 1980 fundar o seu próprio negócio, a Barraca do Véio. Em 1982 seu primeiro filho nasceu e a partir daí o estabelecimento tornou-se familiar. Lá todos ajudam atrás do balcão, desde sua mulher até seus quatro filhos. Já nos anos 90, com um projeto do SEBRAE de tornar a Rua do Amparo em pólo gastronômico, o lugar veio a mudar de nome, se tornando Bodega.
Ao visitar o local, nos deparamos com vários freqüentadores assíduos. Para se ter uma idéia, nenhum deles soube dizer quantas vezes já tinham ido lá. Segundo David Moura, um desses fiéis, a Bodega representa pluralidade, lugar de todos. Lá não existe religião, raça, status ou qualquer outra forma de exclusão e sim uma harmônica e agradável atmosfera.

Durante o carnaval, a procura por esse refúgio de simplicidade torna-se ainda maior. Vários blocos fazem sua concentração por lá. Este ano o Bloco Trote dos Tranqüilos sairá no sábado de Zé Pereira, rumo às ladeiras da cidade.
Aproveite também para visitar os ateliês da Rua do Amparo e o famoso restaurante, Oficina do Sabor. É impossível ir à Olinda e deixar de conhecer o Véio, que com sua simplicidade, cativa a amizade de todos.
Autores: Rafaela Queiroz, Tayana Fraga, Tiara Tirelli e Vitor Carvalho

Bodega do Veio – Rua do Amparo, 212
Olinda-PE
Horário de funcionamento: seg – sáb 8:00 às 23:00 / dom 8:00 às 14:00 (exceto carnaval)